segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

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Mídia e Comportamento

A criança e o adolescente aprendem comportamentos por imitação, através de exemplos, com boa vulnerabilidade à influências externas. A Profª. Lília de Souza Li mostra a importância da mídia que, pelos diversos canais, possui uma capacidade de influência ampla, devido às suas características de não segregação, de não ter necessidade de locomoção das pessoas. É importante ressaltar que, apesar de seus pontos positivos, existem também aspectos negativos da mídia, podendo influenciar comportamentos de risco (violência, sexualidade, erros alimentares, uso de substâncias psicoativas).



Este foi um dos temas geradores nas discussões iniciais de nosso projeto de pesquisa, a grande influência da mídia no comportamento das crianças e jovens.
Essa temática vem sendo alvo de preocupações do Estado já há algum tempo. Há leis que garantem que produtos alimentícios não sejam mais atrelados a bonificação de brinquedos, certos produtos como cigarros deixaram de possuir veiculação de propagandas na mídia aberta.
A escola mais uma vez deve fazer seu papel de formação de cidadãos e abordar o tema dessa influência com seus alunos e também com seus pais.
Percebemos hoje uma grande parcelas das famílias, onde temos a televisão como babá de crianças durante boa parte do dia, sendo bombardeadas por centenas de propagandas atrativas e instigantes.


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Uso de substâncias psicoativas

Atualmente, o uso de drogas lícitas e ilícitas está aumentando em nossa sociedade, e infelizmente, em idades cada vez mais precoces. E muitas vezes, o início desta experiência tem seu início no ambiente escolar. A Dra. Renata Azevedo fala sobre este tema, enfatizando os motivos que levam a criança e o adolescente a entrarem neste mundo. Com isso, a escola pode promover estratégias de prevenção e discussão deste assunto para minimizar os riscos.


A expressão “substâncias psicoativas” diz respeito a qualquer substância que altere o sistema nervoso central causando em seu usuário uma sensação de prazer.
Cada uma dessas substancias tem seu efeito próprio, o que vai de encontro com as várias necessidades de seus usuários, como baixar a ansiedade, sensações alucinógenas, causar euforia, permanecer acordado, conseguir dormir,etc.
Após algum tempo onde tínhamos os usuários dessas substâncias como um esteriótipo de pessoas fracas, suscetíveis a algum vício, ou ainda àqueles que não conseguem enfrentar situações reais, utilizam e se tornam dependente de drogas.
Porém, mesmo com toda a informação disponível nos dias atuas, o uso de substâncias psicoativas tem crescido nos últimos anos e o que é mais grave os adolescente começam a experimentar as drogas (lícitas e ilícitas) cada vez mais cedo.

Os principais motivos para esse aumento na utilização dessas substâncias são:

1) Início do uso na adolescência, período que o jovem está desenvolvendo sua opinião e formação. A curiosidade é um grande fator no processo de iniciação do uso de substâncias psicoativas;
2) Adolescentes com maior vulnerabilidade ao uso de substâncias psicoativas, devido ao seu contexto, baixa autoestima, timidez, má estrutura familiar, entre outros.
3) Coerência dos pais e/ou responsáveis, já que, muitas vezes, passam a ideia de consumismo, isto é, tudo é resolvido com alguma compra ou mesmo com o uso de álcool, tabaco, etc., acabando por incentivar os filhos com as mesmas ações

Os docente necessitam ter uma noção clara do que fazer em sala de aula, assim, o Estado criou o Curso de Prevenção do Uso de Drogas para Educadores de Escolas Públicas, uma parceria da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD) do Ministério da Justiça com a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), executado pelo Programa de Estudos e Atenção às Dependências Químicas (PRODEQUI)/PCL/IP da Universidade de Brasília - UnB. 


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Bullying

Entre os vários desafios já existentes na escola, o bullying - termo sem tradução exata para o português - é mais um destes desafios. É uma situação que vem crescendo nos dias de hoje e é caracterizado por atos agressivos, verbais ou físicos. Esta aula mostra que o papel da escola começa com trabalhos de conscientização e de reconhecimento dos atores e vítimas do bullying para consequentemente criar uma cultura de paz e de respeito às diferenças individuais.

O Bullying e o CyberBullying muito comuns hoje nas relações entre os jovens, vem causando muitos danos a nossa juventude.
Percebemos dentro dos muros escolares, e além deles no caso do fenômeno virtual, uma perturbação muito grande aliada a lares desestruturados, e jovens alienados, sem objetivos definidos, e com total falta de respeito pelo próximo.
Dentro das sala de aulas trabalhamos incessantemente contra toda forma de descriminação e assédio que culminem numa situação de constrangimento levando ao Bullying.
Uma das iniciativas de prevenção no estado de São Paulo foi a nova série da TV Cultura, Pedro & Bianca, que foi lançada na E.E. Alberto Torres, zona Oeste de São Paulo. 
O seriado vai ao ar aos domingos  às 14h, na TV Cultura. O programa, que tem entre seus criadores o diretor Cao Hamburguer, é gravado na mesma escola em que a série foi lançada. É lá que as personagens, alunos do 1º ano do Ensino Médio, vivem suas principais experiências.

“O programa permite que nossos jovens possam refletir sobre si mesmos, sobre seus valores, suas atitudes, a maneira como convivem na escola ou em casa. Ao identificar-se com os personagens da série, nossos alunos podem refletir e discutir sobre temas sensíveis sem que tenham de expor a si mesmos e a seus colegas”, afirma Claudia Aratangy, diretora do Departamento de Projetos Especiais da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE). 

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Violência nas escolas

Fatores individuais e ambientais estão associados a comportamentos inadequados e transtornos de conduta. As primeiras manifestações de violência também ocorrem na escola, como enfatiza a professora Lília de Souza Li. O melhor entendimento destes fatores ajuda a identificar as crianças de risco e, consequentemente, propor intervenções mais adequadas e eficazes.


A violência dentro das escolas, vem se tornando manchetes diariamente nos jornais de circulação nacional.

É um momento onde se torna crucial a identificação dos fatores causadores dessa violência, e cabe a escola, trabalhar preventivamente nestes fatores.

Um dos fatores que interferem no comportamento de alunos no interior da escola, é a violência familiar, e assim, muitas vezes o aluno reproduz um padrão de comportamento aceitável para ele.

A violência no entorno da escola, deve ser considerada neste estudo que a escola necessita realizar para poder compreender a sua própria realidade de violência.

A escola deve ter muito claro que há a necessidade de realizar um planejamento de ações preventivas, e trabalhar individualmente ou em grupos em situações mais delicadas.

O trabalho com projetos se torna muito eficaz nesse tipo de abordagem.

Programas públicos também são bem vindos para auxiliar o trabalho docente nessa temática, como o PROERD, no estado de São Paulo, onde policiais militares ministram um curso semestral aos alunos, sobre a prevenção das drogas e a violência.