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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

VA_16_Educação e Construção de Valores

A construção de valores e a dimensão afetiva


Apresentamos, nesta vídeo-aula, a perspectiva da afetividade como organizadora do pensamento e, desta forma, como parte fundamental na construção de valores. Ao final, apresentamos algumas indicações de trabalho com os sentimentos na escola. Profª Viviane Pinheiro




Para Piaget a afetividade serve como fonte de energia para a cognição, exemplificando seu pensamento como a gasolina ajuda o carro a andar,porém não modifica o motor do carro.

  • A afetividade como “fonte de energia” para a cognição;
  • A afetividade como um dos aspectos organizativos do psiquismo humano.
Culpa e Vergonha


A culpa diz que fiz algo errado; a vergonha diz que há algo errado comigo. A culpa diz que cometi um erro; a vergonha diz que sou um erro. A culpa diz que algo que fiz não era bom; a vergonha diz que eu não sou bom (Bradshaw, 1988).


Na escola devemos:

  • Não minimizar vínculos afetivos;
  • Respeito à diversidade a partir do valor tolerância regulado pelos sentimentos morais;
  • Promoção de um ambiente mais saudável e feliz, em que os sentimentos positivos levem à resolução de conflitos morais para um mundo mais justo e solidário.



VA_24_Educação e Construção de Valores

Diversidade/pluralidade cultural na escola


Na aula “Diversidade/Pluralidade Cultural na Escola” busca-se expor como o tema da diversidade cultural/étnica toma novos contornos a partir do final da década de 1990, com a publicação de parâmetros e diretrizes educacionais, além novas leis e definições sobre o tema. Para levantar questões sobre o complexo e urgente desafio de se lidar com as diferenças, que se multiplicam e deslocam no contexto escolar, analisam-se as seguintes categorias: O outro como fonte de todo mal; O outro como sujeito pleno de uma marca cultural e O outro como alguém a tolerar. Profª Daniele Kowalewski.




Os PCN nos demonstra que "para viver democraticamente em uma sociedade plural é preciso respeitar os diferentes grupos e culturas que a constituem."

O desfio da escola é reconhecer e criar espaços onde a aprendizagem sobre as regras dos espaços públicos permitam que sejam conhecidos os aspectos de direitos humanos, respeito e noções de cidadania.

Nas escolas devemos prever espaços dentro de nossos planejamentos escolares afim de que:

“... no processo de superação da discriminação e de construção de uma sociedade justa, livre e fraterna, o processo educacional há que se tratar do campo ético, de como se desenvolvem atitudes e valores, no campo social, voltados para a formação de novos comportamentos, novos vínculos, em relação àqueles que historicamente foram alvo de injustiças, que se manifestam no cotidiano.” Parâmetros Curriculares Nacionais: pluralidade cultural e orientação sexual (2001, p.22/23).

A escola deve trabalhar as questões:


  • O que fazer na escola quanto a temática da pluridade?
  • É possível para os educadores lidar com todas as diferenças?
  • É possível ensinar sobre o outro sem torná-lo exótico?

A universalidade dos direitos para todos, e a particularidade dos direitos baseada em garantia de direito é um ponto que a escola deva discutir dentro de sua comunidade afim de encontrar caminhos próprios para propiciar o convívio em harmonia.


VA_23_Educação e Construção de Valores

Assembleias escolares e democracia escolar

Neste vídeo, produzido pelo MEC e pela TVE, apresenta-se a proposta das assembleias escolares, como o momento institucional da palavra e do diálogo. Sua implementação solicita a transformação das relações interpessoais, ao mesmo tempo que intervêm na construção psicológica e moral de seus agentes. Com as assembleias atinge-se a finalidade de promover a participação das pessoas nos espaços de decisão e de democratizar a convivência coletiva e as relações interpessoais. Profº Ulisses Araújo


A realização de Assembleias em escola tornam os comportamentos indesejáveis na escola em níveis democraticamente aceitáveis, pois o diálogo sobre os prolemas cotidianos normatização os comportamentos dos alunos, professores e toda a comunidade escolar.

Em salas de aulas de Educação Infantil e no Ensino Fundamental I é muito comum os professores criarem no início do ano onde são colocados os assuntos mais importantes e polêmicos aos alunos, para decidirem em conjunto aos regras da classe, que os docentes chamam de "Combinados", esses combinados são colocados em um cartaz e afixado na sala de aula.

Uma outra forma de assembléia e a formação de grupos de discussão com os profissionais envolvidos no processo de ensino e aprendizado.Para isso, os professores necessitam estar dispostos e preparados para coordenar esse projeto, dispostos a ouvir e a expor os seus pontos de vista.

A experiência demonstra que este tipo de intervenção na escola produz ótimos resultados no corpo discente uma vez que se sente acolhidos pela escola, num ambiente democrático que podem opinar e ajudar a resolver conflitos existente.


VA_20_Educação e Construção de Valores

Violência e educação UNIVESP TV: Violência nas escolas




A aula discute a importância do diagnósitico sobre as práticas de violência que acontecem na escola (onde, quem, com quem, contra quem) para construir alternativas de ação, verificando o que a escola pode fazer e quais os parceiros (conexões) necessárias. Profª Flávia Schieling.

A violência escolar vem de um processo de desajustes familiares, morais e cívicos, que há tempos vem se degradando.

A indisciplina escolar é um fator que colabora muito com a violência.

A intolerância ao diferente, ao não convencional também é outro fator que intensifica as manifestações violentas dentro
das unidades escolares.

O corpo docente junto com o grupo gestor necessitam estar em consonância sobre esta problemática, detectando as manifestações violentas dentro da escola e em seu entorno, olhando, e reparando afim de produzir um diagnostico que pode ajudar em tomada de decisões que ajudem a resolver o problema. 


Podemos desenvolver projetos para que se fale sobre a violência dentro da escola. No vídeo abaixo podemos ver um exemplo da criação de espaços onde a violência possa se reparada e discutida.

VA_19_Educação e Construção de Valores

Podem a ética e a cidadania ser ensinadas?


Muitas vezes, acreditamos ser a preocupação com a formação ética mais uma das novas atribuições da escola, em função de sua crescente presença na contemporaneidade. No entano, esse tipo de preocupação remonta pelo menos ao início da tradição do pensamento ocidental. A possibilidade e os desafios da formação ética foram tema recorrente dos diálogos e escritos de filósofos, escritores e poetas da Grécia Clássica. Destacamos alguns trechos desses diálogos, cuja leitura pode ainda guardar interesse para nós hoje. Profº José Sérgio Carvalho


As escolas devem formar cidadãos plenos e autônomos para exercerem a sua cidadania, e para isso devem ter fulcro em princípios éticos, valorizando os direitos e deveres dos indivíduos, e esse papel cabe também ao professor.


Na Grécia Antiga essa idéia já era difundida, conforme o discurso de Aristóteles:

"Os homens tornam-se bons e virtuosos devido  a três fatores, e estes  são a natureza, o hábito e a razão. Ora, a razão e a inteligência são os fins de nossa natureza. Por isso é necessário preparar-lhes a formação e o cultivo dos hábitos. Já se disse de que natureza devem ser os futuros cidadãos [ ... ]: o resto é obra da educação. Realmente toda arte e educação esforçam-se por completar o que falta à natureza. Ninguém porá em dúvida que ao legislador incumbe, sobretudo, o cuidado  da  educação  ...  Pois  o  costume  adequado  a  cada  constituição  sói defendê-lo e, no começo, fundá-lo também ... E sempre o costume melhor é causa de melhor constituição ... ( e) como o fim de todo Estado é único, torna-se
evidente que deve haver uma só e mesma educação para todos, e que o cuidado e a vigilância desta devem ser públicos e não privados ... É claro, então, que compete às leis regular a educação e torná-la pública".(Aristóteles. Política. Livros VII e VII. In The Great Books if the Western World. Vol. 9 Pp.541-3.)


Para Protágoras o aprendizado de valores éticos e de condutas se dá através de contato vivo com os demais seres de sua comunidade, e não puramente de ensinamentos vindo de um especialista.
Nesse sentido ter regras, princípios claros, debatidos por todos na escola, é fundamental para a criação de um ambiente favorável ao aprendizado ético e moral, que garante aos alunos discernirem ente o certo e o errado de forma autônoma, e segura.

VA_15_Educação e Construção de Valores

Dimensões constitutivas do sujeito psicológico

Nesta vídeo-aula, vamos discutir a multidimensionalidade constituinte do psiquismo humano, e como as dimensões cognitiva, afetiva, sóciocultural e biológica se articulam no funcionamento psicológico para explicar a complexidade de nossos pensamentos e ações. Profº Ulisses Araújo



O SUJEITO PSICOLÓGICO – Constitui-se na interação com o meio (coisas, pessoas e cultura) através de um mundo consciente e não-consciente.



São quatro as dimensões constitutivas do sujeito psicológico: 

1 – Biológico (o nosso corpo); 
2 – Afetivo (sentimentos e emoções); 
3 – Sócio-cultural (crenças influenciadas pela cultura); 
4 – Cognitivo (inteligência ou intelectual).

Cada aluno é único e tem suas próprias características, com seu funcionalismo psicológico único e complexo, sem determinação afetiva, ou biológica. A criança possui sentimentos, afetos, e necessidades fisiológicas que interagem entre si de acordo com as situações que se apresentam.


Todas essas características influem na construção dos valores destes alunos.

VA_12_Educação e Construção de Valores

Perspectivas atuais da educação em valores


A educação em valores precisa para ser efetiva precisa ocorrer em todos os momentos da vida escolar, e não apenas em momentos específicos ou por meio de disciplinas. Para isso, precisa estar articulada com a comunidade do entorno da escola e ser baseada em situações da vida cotidiana das localidades onde vivem os estudantes. Profº Ulisses Araújo.

A escola hoje deve ter a preocupação de envolver toda a comunidade escolar nas temáticas relacionadas com atribuição de valores dentro da escola.
Neste perspectivas existem os Fóruns Escolares:


  • Para “fora” da escola: existem inúmeros problemas que estão fora e que devem ser inseridos no Currículo Escolar;
  • Para “dentro” da escola;
  • O protagonismo dos estudantes.


Fórum Escolar de Ética e Cidadania:







Tem o objetivo de promover o processo de inclusão nas escolas,  tornando-as abertas às diferenças e à promoção da igualdade de oportunidades para todas as pessoas.


Com o princípio de fortalecer o protagonismo de alunos na construção de valores, de conhecimentos pessoais, sociais e 
políticos, visando à cidadania.

Na mudança do presente, agente molda o futuro
Gabriel Pensador



VA_11_Educação e Construção de Valores

Perspectivas atuais das Pesquisas em Psicologia moral



A aula aborda conceitos e teorias importantes sobre a moralidade, na perspectiva da Psicologia Moral. Além disso, discute algumas implicações dessas descobertas para o campo da educação. Profª Vibiane Pereira.


A moralidade faz parte de quem nós somos!

Profº Ulisses Araújo


A construção dos valores nos indivíduos é realizada durante toda a vida.




A moralidade está integrada a esta construção de sua identidade, e os valores que vão sendo construídos, de várias formas, e podem ser morais ou não.
A diferença é onde estes valores se alocam, sendo centrais se tornam mais importantes, e se revelam nos momentos mais significantes.
Já há os valores que se alocam no campo periférico, vindo a tona em situações não muito importantes.
Na escola é importante que a educação moral esteja sempre perpassando as várias disciplinas ensinadas na escola.







VA_8_Educação e Construção de Valores

A construção psicológica dos valores


O que são valores, numa perspectiva psicológica? Como são construídos e quais valores deve a sociedade priorizar nos processos educativos? Estas são algumas das questões abordadas nesta vídeo-aula. Profº Ulisses Araújo



Para Piaget (1954), os valores referem-se a trocas afetivas que o sujeito realiza com o exterior. Surgem da projeção dos sentimentos sobre objetos, pessoas ou relações e sobre si mesmo.

É através da projeção de sentimentos positivos e valoramos objetos, pessoas, locais, e essa projeção de sentimentos é particular e única a cada pessoa.

A projeção de sentimentos positivos pode-se dar também a relações, e nesse sentindo dentro da escola é fundamental para o processo de ensino aprendizado, quando mantemos uma relação de afeto positiva com nossos alunos.

E na escola é importante saber regular os sentimentos morais dos alunos, mostrando e identificando o seu papel na sociedade em que vive. Nesse sentido estaremos construindo a identidade desses indivíduos. Para isso podemos trabalhar com sentimentos reguladores como a vergonha, o medo. 


Essas projeções de sentimentos podem ir modificando-se ao longo da vida dos indivíduos, a formação da personalidade não é formada em seu plenitude na infância, a modificação de valores pode ser alterada ao longo de sua vida. Por isso é importante o trabalho de construção de valores ao longo de toda a vida escolar de nossos alunos.

A escola necessita ter definido os seus valores morais bem definidos, pois como responsável agente na sociedade, atuando como referência é necessário que o trabalho interdisciplinar tenha intencionalmente o seu foco na construção de valores.

VA_7_Educação e Construção de Valores

Educação e Ética


A aula Educação e Ética procurará abordar alguns princípios relacionados ao tema da ética quando aplicado ao domínio da educação. Pensar a ética na escola significa meditar sobre as relações institucionais como um todo: a relação dos professores entre si; destes com os diretores e com os funcionários da escola; a relação entre professores e alunos; e finalmente a relação dos estudantes entre si. A despeito dessa complexidade que o tema evidencia, procurou-se restringir o campo da análise à questão dos procedimentos mediante os quais o docente poderá problematizar o tema da ética e dos valores com seus estudantes. Educar e produzir a cultura especificamente escolar requererá, de todo modo, eleger saberes e valores com os quais se dirigirá o processo de ensino-aprendizado. Meditar sobre isso é o objetivo desta aula. Profª Carlota Boto

“estar centrada em experiências estimuladoras da decisão e da responsabilidade, vale dizer, em experiências respeitosas da liberdade” (FREIRE,  1997).


A frase acima se refere a Pedagogia da Autonomia, proposta por Paulo Freire, onde temos o professor como um mentor que exerce a sua autonomia respeitando a liberdade de seus alunos.

Nesse sentido, temos uma linha tênue entre ser autoritário e autônomo, e a ética nos guia nesse caminho perigoso.
Há um currículo oculto dentro da escola, o qual visa formar nossos alunos quanto a valores e atitudes.


Na tira escolhida para ilustrar esta aula, percebemos o conflito vivido pela Mafalda, ao tentar ficar com o troco, mas é impedida pela sua ética, pelo seu código de valores.
Ela aceita a regra do que é certo para a sociedade em que vive, mesmo tendo um conflito interno sobre as suas próprias necessidades.

Este é o árduo trabalho que os docentes tem como missão em sala de aula, deparar-se com alunos que ainda não possuem seus "inquilinos", a fazer com que estes entendam, concordem e aceitem as regras discutidas pelo grupo.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

VA_4_Educação e Construção de Valores


A escola e a construção de valores


Pensar na construção de escolas democráticas que almejem a construção de personalidades morais nos leva a compreender alguns dos diversos fatores que interferem neste processo dentro do cotidiano escolar. Sua identificação auxilia na compreensão da complexidade das relações presentes no cotidiano escolar e na busca por formas mais realistas de intervenção na educação para a cidadania. Os aspectos identificados, que serão abordados nesta video-aula, são: os conteúdos escolares; a metodologia das aulas; o tipo e natureza das relações interpessoais; os valores; a auto-estima e o auto-conhecimento dos membros da comunidade escolar; e os processos de gestão da escola. Profº Ulisses Araújo

Hoje as escolas buscam a formação de cidadãos plenos e autônomos, e para isso há a necessidade da criação de escolas democráticas, que criem espaços de discussão e reflexão.
Porém, temos um currículo o qual não privilegia a formação de valores ou de cidadania, e essa é uma preocupação que precisa entrar no planejamento das aulas.

Temos assim, alguns pontos que necessitam ser revistos/incluídos, para que uma formação de valores seja privilegiada dentro do ambiente escolar:


1. Conteúdos Escolares: estes que muitas vezes são oriundos de currículos previamente definidos por um sistema que nem sempre é adequado a determinadas regiões ou comunidades. Cabe então ao docente, em sala de aula, adequar a sua práxis.

2. Metodologias das Aulas: a formação continuada dos docentes é fundamental para que as metodologias adotadas em sala de aula sejam as mais eficazes possíveis. Temos hoje na grande maioria dos sistemas a promoção de espaços formativos para os docentes dentro das próprias unidades escolares, o que nos serve muito no debate sobre as metodologias utilizadas.

3. O trabalho intencional com valores: este é um outro aspecto não contemplado pelos currículos oficiais dos grandes sistemas educacionais brasileiros. Se faz necessário, que o docente tenha a habilidade de relacionar aos seus conteúdos disciplinares a discussão que propicie a formação de valores nos alunos.

4. Relações interpessoais: talvez esse aspecto seja um dos mais necessários nos dias de hoje ao se entrar num ambiente escolar. A diversidade social que encontramos nas salas de aulas de nossa escolas, faz com que o docente desenvolva a mediação de conflitos interpessoais, tanto entre alunos como entre os demais profissionais.

5. Auto estima: esse com certeza é um problema de difícil equalização. São alunos oriundos de lares desajustados, sem nenhuma auto-estima, professores com baixos salários, em jornadas duplas, ou triplas de trabalho, sem o devido reconhecimento de seus empenhos. E esta ciranda se torna um círculo vicioso, onde um não consegue estimular e incentivar o outro a trabalhar melhor, criando um ambiente  propício ao desenvolvimento da aprendizagem.

6. O auto conhecimento: é necessário que haja um equilíbrio emocional dos personagens envolvidos nesta nossa escola, afim de garantir que o objetivo final, que é a criação de cidadãos plenos, seja alcançada. Todos devem ser capazes de saberem reconhecer em si próprios seus sentimentos e suas emoções.

7. Gestão escolar



Um dos pontos cruciais nesse processo de adequação das unidades escolares se diz respeito a gestão escolar, onde temos ainda espaços não democráticos, com muitas regras que não são discutidas pela comunidade escolar, e sim impostas de cima para baixo.
Em segundo lugar temos os conteúdos escolares, que tratam somente de conteúdos teóricos, não dando espaço para a formação de valores.
Quanto as estratégias desenvolvidas em sala de aula, há muito que se discutir, pois apesar de termos muitos discursos acerca do uso de TIC's, falta à maioria dos docentes  capacitação adequada.
Já quando nos referimos aos itens acima enumerados de 3 a 6, temos um problema muito maior do que somente a formação do profissional em educação. Há de se ter profissionais, com sua capacidade cognitiva bem desenvolvida, a fim de perceber como se relacionar com vários alunos diferentes entre si. Com autoconfiança suficiente a conferir aos alunos a capacidade de confiar naquele que os ensina, e segui-lo como modelo.



quarta-feira, 26 de setembro de 2012

VA_3_Educação e Construção de Valores



O juízo moral na criança


Nesta aula discutimos as relações entre o ambiente escolar democrático e sua influência nos processos de desenvolvimento da cooperação e do juízo moral infantil. O ponto de referência é a teoria de Jean Piaget e seu livro de 1932, O juízo moral na criança. Profº Ulisses Araújo.


Segundo Jean Piaget o juízo moral é formado por três etapas que não necessariamente sigam esta ordem de desenvolvimento, nem ao menos que há idades cronológicas adequadas para que cada uma delas se conclua.
Vemos adultos na fase da anomia, por exemplo, sem que nunca seguem a autonomia.

ANOMIA 
HETERONOMIA
AUTONOMIA
A: negação
NOMIA: regra, lei
A lei, a regra vem do exterior, do outro
Capacidade de governar a si mesmo
ANOMIA
HETERONOMIA
AUTONOMIA
Bagunça
Devassidão
Libertinagem
Dissolução
Medo
Autoritarismo
Imposição
Castigo
Prêmio
Respeito unilateral
Autocracia
Tirania
Cooperação
Amor
Respeito mútuo
Afetividade
Livre-arbítrio
Democracia
Reciprocidade
Lei Causa e Efeito



Para Jean Piaget:

"Toda moral consiste num sistema de regras, e a essência de toda moralidade deve ser procurada no respeito que o individuo adquire por essas regras."


Dentro do ambiente escolar vemos muito as distorções da moral que cada aluno carrega consigo, referência dos diferentes lares, onde essas crianças são criadas. Há um enorme abismo nos dias de hoje, entre as regras impostas dentro do ambiente escolar e as regras que as crianças tem em suas casas. Muitas vezes essas crianças nos chegam sem limites, e sem o conhecimento de regras básicas de convivência, como o respeito pelo espaço do próximo.
Vemos na escola hoje, uma geração de pais que ainda não atingiram a fase da Autonomia, estando muitas vezes na fase Heteromia, quando não conseguem criar seus filhos com imparcialidade e julgamento da ações desse filho corretamente.