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domingo, 5 de maio de 2013

VA_28_Convivência_Demorática


Encaminhamentos pedagógicos na escola pública sobre a questão religiosa

A aula trata da presença da questão religiosa na educação, preliminarmente do ponto de vista legal, tomando o texto da Constituição Federal de 1988 e da LDB-EN, 9394/96 e dispositivos posteriores, em especial aqueles relativos ao ensino religioso em escolas públicas. A seguir, retoma os temas tratados na Aula 1, propondo encaminhamentos referentes ao tema da liberdade de consciência, de crença e de culto, em relação com os temas da alteridade, tolerância, respeito e ética, indicando limites da ação da escola nesse tema.


O Ensino religioso pluriconfessional é o que propõem as organizações que defendem o princípio da laicidade do Estado. "Tendo como propósito justificar a presença do ensino religioso nas escolas públicas, a perspectiva pluriconfessional acaba se apropriando de conteúdos e enfoques que já deveriam fazer parte do ensino e que seriam mais adequadamente tratados nas disciplinas história, geografia, sociologia e filosofia, por exemplo. Valores universais vinculados à cidadania constituem o próprio objeto da escola pública e não deveriam depender do ensino religioso para ser ensinados. Também há enormes problemas na implementação prática do ensino religioso pluriconfessional, que decorrem da opção religiosa dos professores"-  Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI)- Procuradoria Geral da República (PGR).

Esse assunto polêmico foi levado até ao Supremo Tribunal de Justiça, o qual é causado, pelo artigo 33 da LDB, que diz que o ensino religioso é facultativo e deve ser oferecido nas escolas ppublicas, de acordo com as preferências de seus responsáveis, além da lei 9475, que tem uma redação ainda mais problemática, porque abre espaço para a interpretação de que o cidadão não pode ter uma relação com o Estado se não tiver uma formação religiosa.

A educação tem que se preparar para atender a pluralidade típica de nossa cultura. Os decentes e gestores não têm o poder para utilizar suas autoridades e conhecimentos para impor crenças em espaços públicos como a escola e sim usar os conteúdos curriculares já para expor os direitos humanos que foram desrespeitados por alguma espécie de  fanatismo religioso, por exemplo.


VA_27_Convivência_Democrática

A produção da identidade/diferença - a questão religiosa


A aula trata da relação entre singularidade e pluralidade na construção da identidade de cada ser humano, no entrelaçamento de memória e projeto, e o lugar da questão religiosa nessa construção. Apresenta o modo como a Constituição Federal de 1988 trata o tema da liberdade de consciência, de crença e de culto, bem como da separação entre Estado e religiões, ou seja, o princípio da laicidade do Estado, garantindo a diversidade religiosa no Brasil e protegendo contra a discriminação.


Na Constituição Federal de 1988 instituiu a liberdade de crença, liberdade de culto, sendo muito importante a separação entre o Estado e as diversas Religiões praticadas no país, sendo este o princípio da laicidade do Estado, que garante ao nosso país o convívio com essa diversidade cultural de religiões, valorizando e garantindo a diversidade religiosa no Brasil.


Quanto a Pluralidade e Singularidade, temos:

- a questão da identidade deve ser pensada como uma construção plural que compõe a singularidade de cada ser humano.
- singularidade: cada ser humano é diferente do outro a partir de uma pluralidade de aspectos, como a origem familiar, o bairro em que vive, suas experiências, a escola onde estudou, etc.
- a pluralidade é a base do relacionamento entre as pessoas e a democracia.
- a identidade é composta por diversos e múltiplos fatores, entrelaçados com a memória.



Na seqüência de vídeos abaixo temos um debate muito interessante sobre o ensino religioso nas escolas públicas, onde o debate sobre a herança católica que o país possui, e sobre tudo as forças laicas que operam nas esferas governamentais e lutam por algumas posições mais  severas dentro das instituições de ensino.




Recentemente tivemos um caso extremo, onde um aluno sofreu Bulling, por se posicionar como ateu, e recusar-se a rezar durante a aula de um professora. Abaixo segue o vídeo com o depoimento do aluno:


sábado, 6 de abril de 2013

VA_24_Convivência_Democrática


Gênero e diversidade sexual: desafios para a prática docente 

Após uma breve passagem pelos conceitos de identidade e diferença, serão apresentadas algumas sugestões de encaminhamento do trabalho docente a partir de experiências realizadas em escolas públicas. Estas, engendradas com base nas manifestações culturais populares, comuns ao cotidiano discente local.Quais as contribuições do conceito de gênero para a educação? Como as relações de gênero, e a diversidade sexual que delas faz parte, afetam as práticas e interações estabelecidas no espaço escolar? Essas questões e também a enorme dificuldade em se romper com os padrões tradicionais de gênero são abordadas nesta vídeo-aula.


Hoje temos várias políticas que garantem o tratamento igualitário das várias diferenciações sexuais e de gênero que existem mundo afora.
A partir da implementação da LDB temos os PCN que regem como o tema da sexualidade e do gênero devem ser pautados nos Currículos das instituições escolares.






Temos também os Princípios de Yogyakarta que tratam sobre a aplicação da legislação internacional de direitos humanos em relação à orientação sexual e identidade de gênero.

Na elaboração dos Princípios de Yogyakarta (CORRÊA; MUNTARBHORN, 2006)enviado as Nações Unidas, definem orientação sexual e identidade de gênero:

COMPREENDENDO “orientação sexual” como estando referida à capacidade de cada pessoa de experimentar uma profunda atração emocional, afetiva ou sexual por indivíduos de gênero diferente, do mesmo gênero ou de mais de um gênero, assim como de ter relações íntimas e sexuais com essas pessoas;
ENTENDENDO “identidade de gênero” como estando referida à experiência interna, individual e profundamente sentida que cada pessoa tem em relação ao gênero, que pode, ou não, corresponder ao sexo atribuído no nascimento, incluindo-se aí o sentimento pessoal do corpo (que pode envolver, por livre escolha, modificação da aparência ou função corporal por meios médicos, cirúrgicos ou outros) e outras expressões de gênero, inclusive o modo de vestir-se, o modo de falar e maneirismos (CORRÊA; MUNTARBHORN, 2006, p. 9).

Já em seu artigo 16 temos todo um capítulo referente a garantia desses direitos no âmbito educacional.

DIREITO À EDUCAÇÃO
Toda pessoa tem o direito educação, sem discriminação por motivo de sua orientação sexual e identidade de gênero, e respeitando essas características.Os Estados deverão:a) Tomar todas as medidas legislativas, administrativas e outras medidas necessárias para assegurar o acesso igual à educação e tratamento igual dos e das estudantes, funcionários/as e professores/as no sistema educacional, sem discriminação por motivo de orientação sexual ou identidade de gênero;b) Garantir que a educação seja direcionada ao desenvolvimento da personalidade de cada estudante, de seus talentos e de suas capacidades mentais e físicas até seu potencial pleno, atendendo-se as necessidades dos estudantes de todas as orientações sexuais e identidades de gênero;c) Assegurar que a educação seja direcionada ao desenvolvimento do respeito aos direitos humanos e do respeito aos pais e membros da família de cada criança, identidade cultural, língua e valores, num espírito de entendimento, paz, tolerância e igualdade, levando em consideração e respeitando as diversas orientações sexuais e identidades de gênero;d) Garantir que os métodos educacionais, currículos e recursos sirvam para melhorar a compreensão e o respeito pelas diversas orientações sexuais e identidades de gênero, incluindo as necessidades particulares de estudantes, seus pais e familiares relacionadas a essas características;e) Assegurar que leis e políticas dêem proteção adequada a estudantes, funcionários/as e professores/as de diferentes orientações sexuais e identidades de gênero, contra toda forma de exclusão social e violência no ambiente escolar, incluindo intimidação e assédio;f) Garantir que estudantes sujeitos a tal exclusão ou violência não sejam marginalizados/as ou segregados/as por razões de proteção e que seus interesses sejam identificados e respeitados de uma maneira participativa;g) Tomar todas as medidas legislativas, administrativas e outras medidas necessárias para assegurar que a disciplina nas instituições educacionais seja administrada de forma coerente com a dignidade humana, sem discriminação ou penalidade por motivo de orientação sexual ou identidade de gênero do ou da estudante, ou de sua expressão;h) Garantir que toda pessoa tenha acesso a oportunidades e recursos para aprendizado ao longo da vida, sem discriminação por motivos de orientação sexual ou identidade de gênero, inclusive adultos que já tenham sofrido essas formas de discriminação no sistema educacional.

Destaco um documento muito interessante, produzido para o programa Salto para o Futuro, onde essas questões são também abordadas.


VA_23_Convivência_Democrática

Relações sociais de gênero:um direito e uma categoria de análise

Relações sociais de gênero- Convivência Democrática um direito e uma categoria de análise A constituição das relações de gênero está diretamente ligada à ampliação do direito das mulheres e à crítica ao determinismo biológico como base das diferenças entre homens e mulheres. O propósito desta vídeo-aula é resgatar o caráter social do conceito de gênero que remete necessariamente à dinâmica da transformação social.


A partir dos conceitos defendidos para busca dos Direitos Humanos, temos as diferenciações acerca de gênero.




Quando inicia-se a discussão para a igualdade, fraternidade e liberdade, as diferenciações de gênero são trazidas a tona.

O gênero pode ser definido como uma organização social de diferenças sexuais, e isso difere de cultura para cultura.

Em muitas culturas a mulher ainda é banida de certos direitos ofertados somente aos homens, que retrata uma ideologia preconceituosa e muito antiquada.

Na década de 60, onde um movimento feminista forte aconteceu, foi possível derrubar algumas barreiras e conseguir vários direitos, e nessa onda, não só as mulheres lutaram, mas também, homossexuais, transexuais, bissexuais, etc.

Sobretudo ainda é necessário que a força da Lei impere para que alguns desses direitos sejam garantidos, como é o caso no Brasil da Lei Maria da Penha.

Segundo Contreras1 a abordagem de valores, de comportamentos, os posicionamentos políticos e morais por parte dos profissionais da educação, são uma importante dimensão da profissão docente, na medida em que é uma profissão que tem a intenção de influenciar pessoas concretas.

Nas escolas a mulher tem um tratamento de igualdade, pois estudam juntamente com os demais, aprendendo o mesmo conteúdo e avaliadas através dos mesmos instrumentos que os meninos.

Porém vimos ainda que os currículos não abordam conteúdos que valorizem o papel da mulher no História, os materiais didáticos ainda nos mostram os grandes homens da humanidade, sem deixar muito claro o papel da mulher na evolução da sociedade.


1-CONTRERAS, J. La Autonomia del Professorado. 2ª, Madrid:Morata, 1999. 

VA_16_Convivência_Democrática

Encaminhamentos pedagógicos: blog no ensino de ciências


A aula tem por foco descrever uma experiência de implantação de prática pedagógica que objetiva o reconhecimento e o diálogo com as práticas das culturas juvenis da comunidade local- Convivência Democrática a tecnocultura. Essa prática teve por propósitos facilitar a aproximação com os estudantes, ter maiores chances de influência na formação de identidades voltadas a um meta solidária e para o bem comum e também para obter melhores resultados nos processos de ensino-aprendizagem nas aulas de ciências








A rede mundial de computadores é sem dúvida a maior rede de comunicação dos jovens e a escola precisa de alguma forma incluir esse meio de acesso a informação em seu processo de ensino-aprendizagem, também como metodologia.

Incentivar aos alunos que realizem produções para serem veiculadas nesta vasta rede de informações é uma das formas que tem se mostrado mais eficientes para fomentar a pesquisa entre os alunos.

O blog, uma ferramenta de comunicação assíncrona, que possibilita postagens conjuntas entre os grupos de alunos, é uma das ferramentas da web 2.0 mais utilizadas como recurso pedagógico em nossas escolas.

O trabalho descrito nas aulas de ciências teve início com o mapeamento das práticas culturais, e a seguir criou-se temas culturais mais comuns.
Os textos produzidos pelos alunos, eram sistematicamente trazidos para a discussão em sala de aula.

VA_15_Convivência_Democrática

Produção da identidade/diferença:culturas juvenis e tecnocultura

Vídeo-aula 15- Convivência Democrática Produção da identidade/diferença- Convivência Democrática culturas juvenis e tecnocultura A aula tem por foco analisar a importância da tecnocultura na constituição das identidades e “diferenças” presentes nas culturas juvenis. Para isso, discute o que são as culturas juvenis defendendo seu aspecto social em vez de biológico; descreve algumas das características do fenômeno da juventude ao longo do tempo; prioriza a diversidade de características, contrariando a ideia de uma cultura juvenil universal. Por fim, enfoca as culturas juvenis urbanas e a relação estreita de grande parte dos jovens com a tecnocultura e seus efeitos sobre suas práticas e linguagens.



O Jovem através dos tempos:
  • Elite na Grécia Antiga: viviam por vezes no ócio e até os 40 anos
  • Século XVII: ruptura de dois mundos: o dos jovens e dos adultos
  • Pós Revolução Industrial: aprendizado profissionalizante de jovens
  • 1945 a 1975 bem-estar social e juventude transviada
  • 1960 – diversidade cultural – escolarização fortificada




O processo de construção de conhecimento pode ser muito enriquecido pelos contextos sociais e culturais dos jovens, uma vez que há contextos diferenciados nas várias expressões.


Algumas dessas manifestações, como algumas expressões sociais, como bailes funks, são um material rico para a discussões sociológicas com os alunos.


sexta-feira, 15 de março de 2013

VA_12_Convivência_Democrática

Multiculturalismo: encaminhamentos pedagógicos

Nesta videoaula, o currículo multiculturalmente orientado é apresentado como alternativa para valorização das diversidade cultural e, consequentemente, estratégia apropriada para a convivência democrática. Tanto a prática pedagógica quanto seus princípios são esmiuçados.
O currículo multiculturalmente orientado apresenta as seguintes características: 

a) Prestigia procedimentos democráticos;

b) Reflete criticamente sobre as práticas sociais;

c) Promove o entrecruzamento das culturas;

d) Resiste à reprodução da ideologia dominante;

e) Questiona as relações de poder;

f) Enfatiza a existência das diferenças. 


As práticas pedagógicas influenciadas pelo multiculturalismo tem as seguintes características:

a) Tematização: um mesmo tema é apresentado aos alunos de maneiras diferentes;

b) Reconhecimento do patrimônio cultural da comunidade: o ponto de vista da comunidade é respeitado;

c) Hibridização discursiva: promove a mesclagem entre as culturas;

d) Mecanismos de diferenciação pedagógica: atividades que valorizam o conhecimento do aluno de formas diferenciadas e a variação das fontes de informações;

e) Pedagogia do dissenso: discussões são criadas pelas diferentes formas de entendimento e compreensão de determinado fato;

f) Concepção metodológica dialética: se atribuímos significados diferentes às coisas então as trocas se estabelecem através do diálogo;

g) Abordagem etnográfica: olhar para o tema em suas origens e seus significados;

h) Registro: através deles garantimos o percurso e percebemos se os objetivos foram alcançados ou não, bem como a avaliação do processo.

VA_11_Convivência_Democrática

Políticas culturais, multiculturalismo e currículo

A videoaula apresenta os diversos enfoques do multiculturalismo, bem como as políticas culturais que os sustentam. Compreendendo o currículo como texto, exemplifica formatos conservadores, assimilacionistas e interculturais, debruçando-se detalhadamente sobre a perspectiva crítica.


Políticas culturais
- Segregacionistas: quando entram em ação posicional as pessoas em determinados lugares.
- Assimilacionistas: a forma de ser, pensar e agir são a identidade de determinado grupo, enquanto de outro grupo são incorretos.

- Integracionistas: procuram trazer as diferenças para o convívio com os demais.

Multiculturalismo
- Conservador e monocultural: as diferenças existem, mas na visão do multiculturalista conservador a sua própria cultura é verdadeira e apaga as diferenças culturais apagando as outras culturas.

- Liberal: está amparada nas ideias do liberalismo. Existem várias culturas e as que sobreviverão serão aquelas que têm mais condições. Têm ligação íntima com a ideia de mercado.

- Pluralista: as pessoas possuem identidades diferentes e numa sociedade democrática todos precisam se expressar. Valoriza as diferentes identidades, mas não a colocam para pensar, refletir e discutir.

- Essencialista de esquerda: pedagogias que valorizavam a transformação da sociedade.Todos nós somos híbridos e não somos puros. Ninguém é o tempo inteiro oprimido ou opressor. O multiculturalismo de esquerda tende a colocar as pessoas em determinadas posições como se elas não se alterassem e como se essas pessoas não circulassem em outros espaços.

- Crítico ou intercultural: valoriza as diferenças e atribui significados diferentes. Há encontro entre os grupos para que as pessoas possam enxergar como o outro grupo também enxerga. 

Já os currículos podem ser descritos como:

Currículos conservadores: são aqueles que posicionam as pessoas em relação às coisas do mundo, sem a proposição de mudanças, o que é negativo, pois a cultura hegemônica é apresentada fazendo com que os alunos acreditem numa visão limitada da maneira do ser.
Currículos assimilacionistas: são aqueles que trabalham com a ideia de convencer os alunos a acreditarem em uma única e possível maneira de ser.
Currículos interculturais ou críticos: são aqueles que reconhecem e trabalham com a diversidade cultural, valorizando os conhecimentos das culturas que frequentam a escola, para que essas culturas possam ser vistas como legítimas de circulação do espaço público.

A apresentação abaixo vem exemplificar ainda mais o Multiculturalismo:

VA_8_Convivência_Democrática

A característica multicultural da sociedade contemporânea e suas consequências para a convivência democrática.

A configuração dos cenários geográfico, econômico e político do terceiro milênio contribui para a disseminação de textos culturais que procuram homogeneizar as identidades. Dentre as consequências, desponta o crescimento do multiculturalismo. Esta videoaula discute os reflexos desse processo na escola.

A sociedade moderna é permeada por vários grupos, tribos, grupos sociais, religiosos, políticos, etc.
Os indivíduos necessitam nessa sociedade se sentirem integrados, terem um sentimento de pertencimento, que requer a aprovação do grupo no qual se está inserido.

Mais uma vez a mídia tem grande influência não só na divulgação dos diversos grupos existentes, mas também tem um papel fundamental para criar opiniões quanto a determinado grupo.

E a globalização pela qual a sociedade vem passando, permite que um só indivíduo pertença a vários e diferentes grupos, criando assim uma identidade múltipla.

E a escola tem um papel fundamental em todo esse processo de formação de indivíduos. Pois trata-se de um ambiente de relacionamento interpessoal, onde vários grupos são criados.

A escola hoje tornou-se um ambiente democrático, onde todos podem circular, teoricamente sem que nenhum preconceito seja obstáculo para a formação.
Mas algumas consequências e reações temos nesse cenário:

Consequências:
- "choque de civilizações"- novos elementos geradores de conflitos: gênero, religião, etnia, etc;- homogeneização x distinção (textos culturais ora tentam homogeneizar os grupos ora nos deparamos com práticas que defendem as diferenças);- mecanismos de inclusão x mecanismos de exclusão;- elaboração de representações sobre o Outro;- reivindicação da diversidade.

Reações:
- questionamento do modelo hegemônico;- movimentos sociais;- ações afirmativas;- visibilidade crescente da diversidade;- reconhecimento da diferença - base da convivências democrática;- políticas inspiradas no multiculturalismo. 
Um ótimo exemplo de reações que a mídia tem diante desse cenário são as campanhas publicitárias da marca Benetton, que sempre trata temos polêmicos em suas peças. 



VA_7_Convivência_Democrática

Identidade e diferença na perspectiva dos Estudos Culturais

Apresenta uma explicação conceitual e histórica da noção de identidade e diferença. Explica a produção da identidade e da diferença, bem como suas formas de marcação e fixação. Enfoca o aspecto político da produção da identidade e da diferença. Aborda as implicações que a prática pedagógica apresenta nesse sentido.


A identidade e a diferença são apresentadas nesta vídeo aula.
O profº Mario Munes exemplifica a normatização social como um meio de fixação de identidade, e cita 3 concepções de identidade:

  • Sujeito do Iluminismo – Essa concepção afirma que o sujeito nasce com uma identidade que pouco se desenvolve ao longo da vida e seu núcleo interior independe do entorno social;

  • Sujeito Sociológico – O sujeito também possui um núcleo interior, mas este sofre a influência da sociedade. Essa concepção sutura o sujeito com a sociedade e estabiliza a identidade em conformidade com a cultura em que está inserida;

  • Sujeito Pós-moderno -refere-se às condições da sociedade em que vivemos, na qual há novas formas de representação, sendo essa identidade contraditória e transitória.


Para a definição das diferenças temos também uma grande influência de normatização social, e muito influenciada pela mídia, que muitas vezes criar a segregação, seleção, inclusão e exclusão.

No mapa conceitual abaixo podemos perceber como a identidade e as diferenças estão presentes durante toda a formação dos indivíduos, e perpassam pelas salas de aulas, sendo o docente um personagem muito importante em todo esse processo.






VA_4_Convivência_Democrática

Os estudos culturais e a convivência democrática

Explica o surgimento do campo dos Estudos Culturais, bem como seus objetivos de pesquisa; apresenta a noção de cultura utilizada pelo campo e o modo como os processos culturais vinculam-se com as relações sociais e as diversas formas de opressão que envolvem várias forças determinantes - econômica, políticas e culturais, competindo e em conflito entre si. Argumenta que as investigações produzidas no campo sobre as culturas podem contribuir para a democratização das relações de poder e o modo como a escola pode atuar nessa direção.

Estudos Culturais caracterizam-se pela interdisciplinaridade e transversalidade, que remete a uma constante renovação.
Ainda um caráter questionador, assim, não há dogmas ou verdades absolutas a serem seguidas.
É uma disciplina investigativa, baseada no estudo de cada cultura e as suas relações com as demais.

“O que distingue os Estudos Culturais de disciplinas acadêmicas tradicionais é seu envolvimento explicitamente político. As análises feitas nos Estudos Culturais não pretendem nunca ser neutras ou imparciais. Na crítica que fazem das relações de poder numa situação cultural ou social determinada, os Estudos Culturais tomam claramente o partido dos grupos em desvantagem nessas relações. Os Estudos Culturais pretendem que suas análises funcionem como uma intervenção na vida política e social.” (Silva, 2002: 134).

A construção de uma Escola Democrática pode ser fundamentada em ações educativas pautadas nos Estudos Sociais, daquela comunidade, afim de gerir os conflitos que porventura se criem durante a convivência cotidiana na escola.

Uma escola democrática se constituirá a partir:
a) do desenvolvimento de consciências críticas quanto aos processos de imposição de culturas e visões de mundo; e
b) da convivência entre identidades culturais e sociais múltiplas. 

VA_3_Convivência_Democrática

A globalização e o impacto sobre as culturas

Apresenta algumas das principais características da sociedade globalizada em suas vertentes econômicas, políticas e culturais; explora algumas questões sobre o impacto da globalização nos processos de mudanças da sociedade contemporânea; aborda os modos como a globalização cria novas identidades e influi as percepções dos sujeitos acerca das estruturas sociais.


Estamos em uma era globalizada, onde muitas vezes a identidade é sufocada em prol da coletividade mundial defendida por um mercado de consumo.
Da mesma forma que o consumo, a cultura também se espalha e se mistura, as vezes perdendo identidade, em outras intensificando costumes e crenças.

Os cidadãos do mundo precisam estar capacitados para filtrar toda essa informação, e ser capaz de decidir e opinar conscientemente, diante de todas as informações que lhe são oferecidas.

De acordo com o Prof. Mário Nunes, a Globalização pode ser representada como "um impacto avassalador dos processos econômicos globais, incluindo processos de produção, consumo, comércio, fluxo de capital e interdependência financeira".

Desta forma, com o mercado de trabalho passando por uma batalha acirrada, a cultura individual também perde espaço, para o novo, o moderno. O modismo ditado pela mídia é outra grande influência na cultura, principalmente nas minorias.

Nesse cenário o papel da escola esta em instrumentalizar seus alunos para que entendam e convivam com todas essas novidades, e sejam capazes de traçar estratégias para não se perderem a frente de tantas vertentes diferentes de comunicação.